A cada dia que eu acordo e já consigo ver o sol no azul do céu, lembro dos dias que acordava com os galos das redondezas e o sol nem planejava aparecer ainda de tão cedo que acordava. Eu lembro que olhava para o meu mural e via escrito as matérias do dia. Quando tinha Matemática, corria para pôr o polígrafo na mochila para não perder meus décimos. Quando tinha Português, a gramática era só verificada, já que praticamente todos os dias tinha português e aquele peso nas costas era obrigatório. Corria os dedos em Educação Física, Religião e Inglês, matérias pelas quais nunca fui dedicada. A aula de história era um enigma: nunca se sabia o que teria. A de geografia exigia um caderno de 500 folhas por aula além de que teria que dormir bem cedo para não dormir em aula. Aulas das ciências (Biologia, Física e Química)? Ou era laboratório ou era aqueles trocentos exercícios de química. A de liteatura era outra que exigia esforço, já que nunca levava nota boa apesar dos meus esforços.
Todo dia, eu sabia que entraria naquele colégio, cumprimentaria o mesmo guardinha, veria o Moacir com o molho de chaves caminhando e veria os meus amigos, sentados no espelho de classe que ninguém gostava. Sabia também que nos recreios, comeria mais um dos lanches do bar e sentaria à espera do sinal. Quando batia, falava que o recreio nem havia começado pra mim.
No colégio, nunca havia um fim. Muitas vezes, aqueles caras que já cursavam faculdade ou faziam cursinho achariam um tempo para ir ao colégio e cumprimentar as pessoas.
Sabia também que iria de ônibus com uma galera e talvez esperasse o Liberal para acompanhar uma amiga. Chegaria em casa com uma fome de leão e continuaria meu dia.
Hoje eu acordo e vejo o sol, ouço pessoas conversando, até meus vizinhos com seus sons bizarros da Eldorado. E não sei o que fazer. Porque na época do colégio, eu sabia o que fazer, como fazer e como eu me sairia. Hoje, eu nem sei do que pretendo fazer.
Sinto saudades dos amigos, do colégio em si, de incomodar todos com meu estresse, de falar besteira com pessoas que eu conheci há 3 anos, de aproveitar minha fase de colegial. Hoje, eu estou na fase de cursinho. E sabe-se lá o que vai acontecer este ano.
"Amigos e colegas não serão mais vistos com tanta frequência. Será possível a força do tempo destruir todas essas amizades? Acredito eu que não. Nossa amizade vai muito além das paredes do colégio e de trabalhos em grupo. São laços de carinho, de amor e de confiança que valem mais, muito mais que qualquer outra coisa no mundo."
(Camila Saito)
março 03, 2010
Saudades de apertar meu coração
Postado por Bianca às quarta-feira, março 03, 2010
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1 comentários:
ba, sério. Já sinto e vou sentir mais ainda, falta de tudo isso. Bons tempos esses :(
beijos, te amo.
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