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dezembro 07, 2011

Promessas em vão

Tudo já foi dito no silêncio da distância e nas palavras de conforto. Tentamos amenizar a dor que se passa conforme o tempo. A definição de amor já não nos serve mais. Guarde seu rancor dessa eterna dúvida sobre esse sentimento, como eu tive de guardar, esperando o dia da resposta. A resposta que não veio. Os dias e noites intercalam-se na espera de que um novo raiar surga entre as nuvens e recomece de onde nos perdemos. Perdemo-nos? Só se for juntos. Estamos navegando em um mar de dúvidas e questionamentos e a expressão "E se..?" não sai de nossas cabeças. Revezamos a emoção e a razão. Quando um está diante do impulso, o outro surge com a razão e então perdemos a intensidade. O tempo passa. Porém quantas vezes já fizemos isso? Quantas vezes dissemos adeus? Vezes incontáveis que nos transtornam. Amamos com dois adolescentes inconsequentes. Amamos como duas crianças puras. Amamos como dois adultos decididos. De que forma isso passa se toda vez nos reencontramos nos acasos? Na ressalva de uma rotina, encontramos um ao outro diante da mesma dúvida: O que é isso?
Já tentamos de tudo: outros amores, compromissos, promessas, distância, brigas e raiva, mas nada adianta, parece. Não, não parece. Simplesmente é. É inevitável. Ninguém sabe como começou nem como terminar essa luta incansável de amor versus adeus. Um dia esperei por sua declaração. Um dia esperou o meu consentimento. Ninguém recebeu o que queria e fingimos ter esquecido o que na verdade nunca se apagou. Talvez eu nunca devesse ter te conhecido, talvez tu não devesse ter deixado me aproximar, talvez nós não devêssemos nos falar, talvez nossas vidas não teriam mais sentido se não fosse esse incompreensível e confortante sentimento, sem definição, sem nome. Chamarei esse sentimento de angústia. Talvez essa seja a melhor definição para todo o nosso sufoco de tanto tempo, tanta história.

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