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janeiro 03, 2013

Repe-repete..

Num dia desses, tive um sonho estranho. Sonhei que um desconhecido me falava "então tu levou um fora do 'fulano', né?". E eu dizia: "como tu sabe disso? Ele falou pra mim num chat. Tu hackeou meu pc?". Sério. Acordei irritada pensando em como alguém sabia que ele havia sido grosso comigo e tinha me dado o fora. Depois eu ri. Era óbvio. A instabilidade é o lema dos homens.
Como alguém pode te ligar todos os dias e, do nada, te esquecer completamente? Recebi uma mensagem domingo dizendo "amigo como eu que quer te ver sempre feliz". Achei muito meigo a pessoa ser tão querida assim sem me conhecer direito. Mas ora! Não tenho mais paciência para jogos.
Uma amiga minha me disse "tu te iludiu?" e eu disse "não, depois do último guri, eu não me iludo mais". Mas eu menti. Faz tempos que eu não acredito mais no sentimento. Antes mesmo do último guri, ou penúltimo, como preferir.
Sentimento é uma coisa engraçada. Um dia a gente acorda pensando em alguém e louco para vê-lo. No outro dia, aquele ódio mortal porque a pessoa não te quer. No terceiro dia, vai numa festa e conhece outro cara.
Sentimento ou carência? Ando precisando, sim, de afetos e mensagens e ligações e dengo e tudo que eu deveria receber. Mas não acredito que exista alguém que possa ser assim, tão especial. Por isso, meu lema é o 'deixe-se surpreender', como coloco no facebook, meu mais novo meio de decepção. Eu quero ser surpreendida, pois hoje eu não acredito no amor, na paixão. Faz tempos que ninguém me tira do chão, como eu fazia antigamente.
Desgaste, meu bem. Desgaste.
Não sou nenhum tipo de monstro que não gosta de ninguém, mas eu não ponho mais fé em ninguém. Espero pelo famoso 'bolo', aliás, meu quinto ou sexto desse ano - perdi a conta - espero o cara me dizer que não quer mais, que mudou de ideia ou, ainda pior, que mudou o que sentia por mim.
Talvez eu faça de propósito, no meu inconsciente: fazer o cara desistir. Para que eu possa dizer depois "não disse que eles não valem nada?".
Bom, se por acaso existir alguém ideal, com defeitos ótimos e qualidades irresistíveis, por favor, se apresente. Ou então se reaproxime. Se não existir, só lamento. Não vou morrer de amor nem de solidão. Meu 'mal' é ter amigos ótimos que nunca me deixam entristecer por nada nem ninguém.
Ei,não é para ficar falando mal de ninguém, mas o filme anda se repetindo de mais. É como 'Como se fosse a primeira vez", aquele filme dramático. A gente assiste mil vezes, esperando que, no último minuto, ela comece a se lembrar dos outros dias, mesmo sabendo que não adiantará a torcida. Quem sabe eu esteja assim: esperando um final diferente com o mesmo enredo.

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