O medo da negação já se faz muito presente hoje em dia, apesar de todas as mudanças de comportamento principalmente da geração “jovem” dos seus 20 anos. Mas ando me perguntando qual medo as pessoas têm de chegar e se manifestar? O quanto os sentimentos nos mudam e nos afetam a ponto de perder a coragem de ser fazer notar. A dificuldade de ir puxar um simples assunto tem se tornado motivo de discussão de alguns amigos meus. E resolvi escrever sobre tal tema. Acredito que um dos fatores que afetam esse tipo de atitude de se manter presente é o medo de que a outra pessoa não se sinta tão confortável falando com você quanto você sente quando fala com ela. Eis algo que não entendo. Para isso existem os papos “monótonos”, as ignoradas pelos corredores do dia a dia e o pouco caso quando algo acontece a você. Mas quando as pessoas se mantem interessadas na tua vida e nas tuas novidades, por que há tremendo medo? Existem alguns sinais que podem ser lidos ao puxar assunto com alguém que dá para presumir interesse ou não por parte do outro. Um deles é a forma como o assunto se desenrola. Quando o papo rola mesmo na tarde da noite ou quando há outras tarefas a serem feitas. Os assuntos vêm até mesmo sobre a quantidade de nuvens que o céu está carregando naquele dia ou como os ônibus da cidade demoram para chegar. Algo que achamos tão ridículo, mas que pressupõem que a outra pessoa se mantém ligada no papo por mais banal que seja. Não sejamos críticos demais quanto ao número de ‘is’ que o ‘oi’ carrega ou quanto tempo demora para responder, pois certas pessoas apenas não curtem a tecnologia ou não estão tão habituadas a ela como nós. Chega de drama porque o teclado é o mesmo, mas a forma como se fala não necessariamente diz que a pessoa te ama ou te odeia. Muito menos o tempo de resposta. Outra coisa que é importante lembrar que certas pessoas não puxam e nunca puxarão assunto pela internet porque simplesmente se sentem da mesma forma que você que está lendo esse texto se sente: sem coragem.
Paremos de imaginar cenas de ignoradas, vácuos, rispidez e essas coisas antes que a história se desenrole. Paremos de drama e medo porque isso não nos leva a absolutamente nada. Se não tomarmos coragem, as coisas podem simplesmente não acontecer por medo de não dar certo. E como saberemos se nunca tentarmos? Se nunca formos naquela tela do facebook escrever um “oi” ou um “eai”. É tão contraditório querermos que o outro tome a decisão no nosso lugar como se fosse um puro sinal de desprezo. Pode até ser que o outro não nos enxergue da mesma forma agora, mas a tela piscando no meio de uma hora inesperada com certeza fará aquela pessoa em interesse ficar curiosa na pessoa que está do outro lado da tela.
maio 03, 2015
Chamar ou não chamar?
Postado por Bianca às domingo, maio 03, 2015
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